Diálogos...


O diálogo é o método filosófico por excelência....Mas é muito difícil dialogar filosóficamente! Porquê? Porque todos cedemos com grande facilidade à sedutora vontade de "ter razão". E isso, hoje como sempre, é sofismar, não filosofar, é retórica, não filosofia.

A leitura de autores que o tempo consagrou e reconheceu como verdadeiros filósofos é uma oportunidade a não perder, se eles forem, realmente, merecedores desse reconhecimento geral que os identifica como os que tentaram a dificílima tarefa de não esconder ou recusar a sua ignorância, em suma, de não querer, apenas, "ter razão".

Esse autores, portanto, trazêmo-los aqui como vozes benignas e dialogantes, que connosco partilham o seu persistente amor à sabedoria... Para justificar essa persistência, um deles, certo dia, a um discípulo que o questionou sobre o valor da sabedoria, que não lhe parecia evidente, quando comparado com o valor da Ciência, tão refulgente nos seus sucessos, respondeu assim: - "A Ciência, é o que fazemos. A Sabedoria, é o que nos faz;"


  Platão              Descartes, Renato              Cusa, Nicolau de               Goedel, Kurt                 Cantuária, Anselmo de                 Aristóteles          Espinosa, Bento      

  Pico della Mirandola,Giovani            Maine de Biran


Platão

...que opinas, é belo filosofar, ou não? ei dokei soi to filosofein kalon h ou?   Amantes, 132d      

nasceu em Atenas, 428 a.C.
morreu em 347 a.C.

Textos de Platão


Textos sobre temas Platónicos
Referências ao Autor na Net:

Em Português:

http://afilosofia.no.sapo.pt/PLATAO.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Platão

Em Inglês:

http://www.philosophypages.com/ph/plat.htm
http://plato.stanford.edu/entries/plato
http://www.iep.utm.edu/plato

Algumas obras publicadas em Português

Crátilo , Lisboa, Liv. Sá da Costa,1963.
Republica, Lisboa,Fundação Gulbenkian, 2001
Protágoras, Lisboa, Relógio D Água, 1999
Ménon, Lisboa, Colibri 1992
Fédon, Coimbra, Atlântida 1962
O Simpósio, Lisboa, Guimarães Editores 1962

Nota biográfica : Nascido em família proeminente de Atenas, Platão foi educado com esmero, tendo aprendido as artes da gramática e da música com ilustres mestres. Distinguiu-se também na ginástica, e consta que chegou a participar e vencer nos jogos de Istmia, intercalares dos Jogos Olímpicos. Foi discípulo de Crátilo, um dos da escola do famoso e obscuro Heraclito.Mas foi o seu encontro com Sócrates que lhe marcou a vida. Com Sócrates, de que se tornou devotado discípulo, conforme afirma na sua «Apologia», percorreu a senda iniciática dos «filósofos», ou seja, dos Pitagóricos. Após a trágica morte de Sócrates, inicia uma série de viagens, no intuito de encontrar e beber das fontes da Tradição. No regresso dessas viagens, já nos jardins de Academo, vai fundar a escola onde pretende perpetuar o «amor à sabedoria».

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Descartes, Renato

"eu sou uma coisa que pensa", "sum res cogitans"
 Meditações Metafísicas ( publicado em 1642))

nasceu em Touraine, 31 Março 1596
morreu em Estocolmo, 11 de Fevereiro 1650

Textos de Descartes
"Princípios de Filosofia"-Excertos

Textos sobre temas Cartesianos
1 -Uma Questão a resolver..
2-Nota sobre a actividade de classificar filósofos...

Referências ao Autor na Net:

Em Português:

http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/seminario/descartes/matematica.htm
http://www.antroposmoderno.com/biografias/Descartes.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Descartes

Em Francês:
http://www.adpf.asso.fr/adpf-publi/folio/descartes/pense.html

Algumas obras publicadas em Português
Discurso do Método e Tratado das Paixões da Alma,
5ª ed., Lisboa,Sá da Costa,1968.
Meditações sobre a Filosofia Primeira,
Coimbra, Almedina, 1976.
Princípios da Filosofia, 3ª edição, Lisboa, Guimarães Editores, 1978


Nota biográfica : Com o deflagrar da Guerra dos Trinta Anos, e por influência familiar, foi voluntário no exército do Conde de Bucquoy, na Bavaria. Manteve, no entanto, os estudos matemáticos nas suas horas livres até que, na noite de 10 de Novembro de 1619, em Neuberg, na campanha do Danúbio, teve três sonhos que marcaram o início da concepção da sua geometria analítica e novo método filosófico. Esta noite foi a mais crítica da sua vida e determinou todo o seu futuro.

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Cusa, Nicolau de

O infinito, enquanto infinito, não o podemos conhecer, pois escapa a todas as relações comparativas

Douta Ignorância (publicado em 1440)

Nasceu em Kues,(Cusa), Alemanha, em 1401
Morreu em Todi, Itália, em 1464

Textos de Nicolau de Cusa
Extracto de Douta Ignorância, I
Extracto de Douta Ignorância, II

Textos sobre temas do Cusano
Nicolau de Cusa e a Ideia de Deus

Referências ao Autor na Net:

Em Português:

http://publique.rdc.puc-rio.br/revistaalceu/media/alceu_n4_Konder.pdf

Em Inglês:
http://www.library.jhu.edu/departments/rsc/izbicki/cusanus.html
http://www.jasper-hopkins.info


Em Francês:
http://www.perso.wanadoo.fr/jm.nicolle/cusa

Algumas obras publicadas em Português

O Deus Escondido (De Deo abscondito).
Braga. FF. 1964
A Visão de Deus.Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa. 1998
A Douta Ignorância. Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa. 2002


Nota biográfica : Com a benção Papal, Nicolau de Cusa partiu de barco, em 1437, para Constantinopla. Durante a viagem teve a visão mística que inspirou a «coincidentia oppositorum», a coincidência dos opostos na Perfeição Divina. Em Florença, a 5 de Julho de 1439, conseguiu um acordo entre a Igreja Romana e a Igreja Oriental (Ortodoxa). O acordo reunificador não durou muito tempo, mas foi o último que ocorreu, até hoje...



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Goedel, Kurt

É possível apresentar exemplos de proposições (...) que, sendo real e materialmente verdadeiras, essa sua verdade não pode ser provada no sistema formal das matemáticas clássicas. Konisberg, Conferência «A Epistemologia das Ciências Exactas» (7/10/1930)


Nasceu em Brunn, Áustria, (agora Brno, Rép. Checa), em 28 de Abril de 1906
Morreu em Princeton, EUA, a 14 Janeiro 1978

Textos de Kurt Goedel
1- On formally undecidible propositions

Textos e temas relacionados com Goedel
1-Marx, Hegel e o Teorema de Goedel
2- Comentários Incompletos à Incompletude

Referências ao Autor na Net:

Em Português:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Kurt_Gödel
http://www.das.ufsc.br/~gb/fei/goedel.html


Em Inglês:
http://www-history.mcs.st-andrews.ac.uk/history/PictDisplay/Godel.html
http://www.goedelexhibition.at/goedel/goedel.html
http://kgs.logic.at/

Algumas obras publicadas em Português
O teorema de Goedel e a hipótese do contínuo,
Fundação Calouste Gulbenkian, 1979

Nota biográfica: Após ter apresentado, no segundo dia da Conferência de Konisberg, o seu trabalho e tese de doutoramento - a prova da Completude dos sistemas de lógica quantificacional - apresentação que agregou pouco interesse porque todos os matemáticos e lógicos presentes na Conferência, em última análise, já contavam, antecipadamente, com a possibilidade de produção dessa prova utilizando apenas os meios de dedução formal do próprio sistema. Godel, porém, no terceiro dia da Conferência, destinado à discussão dos temas até aí apresentados, faz uma parcimoniosa e precisa intervenção de apenas trinta segundos (parcialmente reproduzida na citação acima) em que anuncia a sua descoberta - que viria a tornar-se na famosa prova de INCOMPLETUDE dos sistemas logico-formais - provavelmente a mais brilhante peça lógico-matemática de todo século XX, que Ernest Nagel e James Newman descreveram, na obra «Godel´s Proof», como uma «espantosa sinfonia intelectual».



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Cantuária, Anselmo de

"Fides quaerens intellectum" (A Fé procura compreender)... Portanto, como pode ser verdade que algo sobre o Supremo Ser tenha sido revelado, se o que foi revelado é bem diferente do Ser Supremo?


Monologion, Capítulo 65º,«Como é que, em relação ao inefável, algo foi revelado...»

Nasceu em Aosta, na Itália, em 1033
Morreu a 21 de Abril de 1109 em Cantuária, em Inglaterra


Textos de Anselmo de Cantuária
1.Excertos de «Fragmentos Filosóficos»

Textos e Temas relacionados com Anselmo


Referências ao Autor na Net:

Em Português:

http://afilosofia.no.sapo.pt/12anse

Em Inglês:
http://en.wikipedia.org/wiki/Anselm_of_Canterbury
http://www.iep.utm.edu/a/anselm.htm
http://justus.anglican.org//resources/bio/141.html


Algumas obras publicadas em Português

Proslógio e O Argumento Endonoético Braga, Fac. de Filosofia, 1982
Proslogium,
Porto Editora, 1996

Monológio,São Paulo, Abril Cultural,1988

Nota biográfica :Após ter escrito o Monologion, Anselmo escreve no prólogo da sua obra seguinte, o Proslogion, que tendo sido aquele seu anterior trabalho um esforço de concatenação de muitos e diversos argumentos, ficou a interrogar-se se não seria possível apresentar um «unum argumentum», um só argumento sobre a existência de Deus. Na abertura do Salmo 14 é dito:«O louco disse, no seu coração:'Não há Deus'», e Anselmo propõe-se mostrar que o louco se contradiz, e que a Razão exige a existência Divina. Cria o chamado «argumento ontológico» que, desde o século XI até hoje, nunca deixou de ter defensores e detractores, confirmações e refutações.

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Aristóteles


Cognoscíveis em grau supremo são os primeiros princípios e as primeiras causas, pois é graças aos princípios e a partir deles que tudo é conhecido, e não inversamente.

Metafísica, Livro I, 98 ab



Nasceu em Estagira, litoral norte do Mar Egeu, em 384 A.C.
Morreu exilado em Eubeia, no Verão de 322, com 62 anos.


Textos de Aristóteles
«On memory and remniscence»

Textos e Temas relacionados com Aristóteles

1.A Retórica, a Dialéctica e a Sofística, notas sobre duas Artes e uma Artimanha

Referências ao Autor na Net:

Em Português:
pt.wikipedia.org/wiki/Aristóteles
http://www.vidaslusofonas.pt/aristoteles.htm
http://www.mundodosfilosofos.com.br/aristoteles.htm
http://afilosofia.no.sapo.pt/Aristoteles.htm
http://www.obrasdearistoteles.net/index.php?index

Em Inglês:

http://en.wikipedia.org/wiki/Aristotle
http://www.philosophypages.com/ph/aris.htm
http://www.island-of-freedom.com/ARISTOT.HTM

Obras publicadas em Português
Metafísica, Livro I,
Areal Editores 2005
Categorias, Santos R.,Porto, Porto Editora, 1995
Categorias, Figueiredo, M. J., Lisboa, Piaget, 2001.

Nota biográfica : É já com 49 anos que Aristóteles regressa a Atenas, para fundar, fora de portas, o Liceu. Tal como esta sua escola, também o Estagirita ficou sempre de fora, visto pelos Atenienses como um estranho, um Macedónio. Até o Mestre Platão, que tanto valor lhe reconhecera em vida, menospreza-o depois da morte entregando, por testamento, a direcção da Academia ao seu medíocre sobrinho, Seusipo. E quando o grande Imperador Alexandre, seu educando, morre súbitamente, os Atenienses, que se revoltam de imediato contra o domínio Macedónio, seguindo um notável de entre eles, o ilustre orador Demóstenes, (ou «nervo do povo»), não hesitam em ameaçar e perseguir o mestre e filósofo estrangeiro Aristóteles, (ou «os melhores fins»). Sem intenções de se sujeitar a um julgamento por impiedade, nem tampouco de se arriscar à sentença socrática da sicuta, Aristóteles retira-se para a ilha de Eubeia, onde vem a falecer.



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Espinosa, Bento

«por substância entendo o que é em si e por si se sustém»
Ética ( publicado em 1642)


Nasce em Amesterdão, a 24 de Novembro de 1632
morre a 21 Fev 1677, em Haia


Textos de Espinosa
Excertos do «Tratado para Emendar o Intelecto»

Textos sobre temas de Espinosa

Referências ao Autor na Net:

Em Português:

http://afilosofia.no.sapo.pt/10Espinosa.htm
www.mundodosfilosofos.com.br/spinoza.htm

Em Inglês:
http://plato.stanford.edu/entries/spinoza
http://www.iep.utm.edu/spinoza

Algumas Obras publicadas em Português
Ética,
Trad. Joaquim de Carvalho, Lisboa,Relógio D´Água 1992
Tratado Teológico-Político, Trad.Diogo Pires Aurélio, INCM, 2004

Nota biográfica: Em 1656, com 23 anos, Bento (Baruch para os Judeus, Benedictus para os Cristãos) é vitíma de uma tentativa de assassinato. O atacante, um fanático do Judaísmo, apunhalou-o, para o punir pelas suas ideias heterodoxas. Um ano depois, os rabis da comunidade Judaica de Amsterdão expulsam Bento Espinosa. Após a sua morte, do inventário dos seus escassos haveres apenas vale a pena mencionar duas coisas: a sua interessante biblioteca, e o manto rasgado pelo punhal do fanático, que Bento guardou toda a vida.


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Pico della Mirandola

"Tandem intellexisse mihi sum visus, cur felicissimum proindeque dignum omni admiratione animal sit homo"
Todavia, parece-me que finalmente inteligi por que não há ser animado mais afortunado e digno de admiração que o Homem - Oratio de Homini Dignitate


nasceu em Mirandola, 24 Fev 1463
morreu a 17 Nov 1494

Textos de Giovani Pico
A luz da inteligência angélica

Textos sobre temas de Pico
Pico e os manucristos de Esdras

Referências ao Autor na Net:

Em Português:
http://www2.crb.ucp.pt/historia/mirandola.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Giovanni_Pico_della_Mirandola

Em Inglês:
http://www.brown.edu/Departments/Italian_Studies/pico/
http://plato.stanford.edu/entries/pico-della-mirandola

Algumas obras publicadas em Português

Nota biográfica: O filho dos Condes de Concórdia, nascido no castelo de Mirandola, foi um verdadeiro príncipe da cultura; numa passagem breve mas fulgurante pela vida (morreu aos 32 anos, para grande consternação dos seus contemporâneos) deu ao Renascimento a primeira imagem desses homens geniais e universalistas, hercúleos no saber mas modestos na reverência ao Divino. Giovanni saiu aos 14 anos da casa paterna para iniciar em Bolonha estudos canónicos, e aí deslumbrou com a sua extraordinária memória e vivíssima inteligência. Desiludido com os estudos retóricos e legalistas, partiu num longo período de viagens. Em Pádua, conheceu um dos seus mestres mais importantes, o judeu sefardita, Elia del Medigo, versado no Averroismo. Em 1482 conhece outro dos seus mestres, Marsilio Ficcino, com quem aprendeu o Platonismo. Viaja de Florença a Paris, e estuda hebraico, árabe e siríaco, depois de já ter dominado as línguas clássicas, o Grego e o Latim, florescentes no Humanismo. Finalmente, em 1486, apresenta em Roma as suas «Conclusiones philosophicae, cabalisticae et teologicae», trabalho composto de 900 teses cobrindo todos os temas relevantes da sabedoria e do conhecimento renascentistas. Pico oferecia o custo da deslocação a quem quisesse vir a Roma debater consigo publicamente as suas teses. Treze dessas teses, porém, foram declaradas heréticas pelo papa Inocêncio VIII, e Giovani acaba fugindo para França, onde ainda esteve algum tempo preso. No regresso a Florença escreve o Heptatlus, sobre os sete dias da criação, dedicado a Lorenzo de Médicis. Morre pouco depois, sendo a sua oração fúnebre proferida por um ainda desconhecido monge e seu amigo, Savanorola.



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Maine de Biran

"Newton, touchant le noeud de la question qui nous occupe, s’écriait ô physique! préserve-toi de la métaphysique."(...)nous pouvons nous écrier à notre tour"Ô psychologue! préserve toi de la physyque!
Newton, indo ao nó da questão que nos ocupa, clamava "oh físico, afasta-te da metafísica!"nós podemos clamar, pelo nosso lado:«Oh psicólogo, afasta-te da física!»


nasceu em Bergerac, 29 Nov 1766
morreu a 20 Jul 1824

Textos de Maine de Biran
Fundamentos da Moral e da Religião

Textos sobre temas de Biran

Referências ao Autor na Net:

Em Português:
http://www.uc.pt/fluc/dfci/publicacoes/a_percepcao__representacao

Em Inglês:
http://www.1911encyclopedia.org/Francois-Pierre-Gonthier_Maine_de_Biran

Algumas obras publicadas em Português

Nota biográfica; François-Pierre Gonthier Maine de Biran é um filósofo de enorme actualidade, uma vez que no cerne da sua obra está a questão, ainda hoje premente, dos limites da objectivação, ou do conhecimento objectivo, (que genéricamente é entendido por muitos, ainda hoje, como o único conhecimento científico...) quando esse conhecimento tenta penetrar a esfera da subjectividade, do acto de pensar, o «facto da consciência». Que os fenómenos físicos, ( a realidade exterior), sejam conhecidos objectivamente, por representação e generalização, e desse método de conhecimento resultem notabilíssimos progressos, Biran não duvida. Porém, esse método é incapaz de conhecer a interioridade subjectiva, reflexiva e sem imagem exterior ou manifestação visível, do pensamento, do acto voluntário, do esforço da consciência, que não é uma coisa, mas um agir. A vontade é, portanto, a causa eficiente dos movimentos que produz.

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